19.1.09

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Sei que há quem não entenda: não explico, não me detenho sobre o assunto, também não lhe fujo; apenas digo, se tem de ser, em tom mais para o indiferente _para se saber que não é assunto que me interesse aprofundar: eu praticamente (já) não choro.
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Por sentir ser um momento de reafirmar-me, e para me garantir de que não há fuga inconsciente ou qualquer sopro de culpa por não ser verdadeira, em mim te chamo e assim registo:
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Lágrimas _ para quê?
A ti tenho, para me lavares os olhos, purificares os pulmões da alma, transmutares revoltas ou mágoas...
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Até para seres meu sal e temperares meus parcos _mas incontornáveis _momentos de terra te tenho, cúmplice complemento, e matriz: o hiper-eu do outro lado do espelho espelha-se certamente no avesso de ti _talvez minha primeira face.
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