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A minha prece tece-se de fios de luar e de enredos de água pura, rios que brotam da nascente que só conhece a sede de pássaros azuis.
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A minha prece tece-se do orvalho das pétalas de dor entrançadas nos sorrisos que contornam canteiros e ninhos nos jardins do paraíso.
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A minha prece aninha-se na quietude morna de um regaço de ternura e doces mãos, vozes mansas a ensinar amor.
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A minha prece prende-se nas lâminas dos contos com música, uma fonte de lábios de voz pausada a cantá-los ao revés; a vida fluía assim, um anjo de mármore a velava.
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A minha prece tece-se dos voos brancos na descoberta de caminhos e dos portais que se abrem ao fecho de postigos com grades.
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A minha prece tece-se de todos os eus que transporto, fontes e desertos, ou apenas brando sonho do melhor de mim que sem tempo viria a ser...
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